Dia Mundial dos Oceanos: a importância da conservação dos ecossistemas marinhos para o futuro do planeta

Celebrado em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos reforça a importância dos ambientes marinhos para a manutenção da vida na Terra. Conheça o papel dos oceanos na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na economia brasileira, além dos desafios e estratégias para sua proteção. Leia (...)

Gabriela Greis

6/8/20262 min ler

Anualmente, no dia 8 de junho, é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2008. A data oportuniza reflexões sobre a relevância dos oceanos e a necessidade de sua conservação e sustentabilidade.

Os oceanos Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico são assim nomeados por suas características geográficas e físicas. No entanto, estão conectados, formando um único oceano, que cobre mais de 70% do planeta servindo de fonte de vida e alimento, além de prover bens e serviços ecossistêmicos vitais para todos os organismos da Terra. Por meio do fitoplâncton, produz grande parte do oxigênio que respiramos e, além disso, abriga a maior parte da biodiversidade do planeta, constituindo a principal fonte de proteína para milhões de pessoas em todo o mundo. Ainda assim, estima-se que conhecemos muito pouco em termos de biodiversidade, e temos causado imensos impactos sobre sua biodiversidade (sobreexploração, acidificação e poluição por plásticos).

O bioma costeiro brasileiro teve recentemente sua nomenclatura atualizada para Sistema Costeiro-Marinho, composto por ambientes terrestres e marinhos, em razão da complexidade das interações ecológicas que ocorrem na transição entre a terra e o mar. O sistema inclui os ambientes marinhos ao longo de toda a costa brasileira, abrangendo também as ilhas oceânicas.

Nos últimos anos, com o avanço do conhecimento sobre esses ambientes, reconhecidos como Amazônia Azul, os limites territoriais marítimos brasileiros foram ampliados. A Amazônia Azul compreende a superfície do mar, as águas sobrejacentes ao leito marinho, bem como o solo e o subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira.

Sua importância decorre do fato de representar a principal via de transporte do comércio exterior do país, abrigar uma ampla diversidade de recursos naturais, como a pesca e a biodiversidade marinha, possuir reservas de petróleo, gás e outros recursos minerais, além de exercer influência significativa sobre o clima.

O reconhecimento do Sistema Costeiro-Marinho como bioma e a ampliação dos limites territoriais marítimos brasileiros constituem importantes instrumentos para a implementação de políticas públicas voltadas à conservação e à pesquisa. Combater a pesca predatória, regular o tráfego de embarcações e criar áreas marinhas protegidas são estratégias fundamentais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e preservar a biodiversidade.

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