Mudanças climáticas e a economia estão intrinsecamente conectadas. Essa relação é bidirecional: o clima impacta o desempenho econômico, e a economia influencia o clima. Mas essa reflexão leva a outra questão fundamental: há uma relação entre mudanças climáticas e comunidades tradicionais?
Revelar essa dinâmica é essencial para compreendermos o aprofundamento das desigualdades sociais, pois os territórios menos preparados para lidar com os desafios são onde vivem as comunidades pobres em estado de vulnerabilidade social e com carência de recursos para lidar com os choques climáticos.
Comunidades quilombolas, ribeirinhos e povos originários são alguns dos grupos que podem sofrer perdas irreparáveis por viverem nas chamadas áreas de risco.
Entre tantos impactos os desastres climáticos podem abalar profundamente os modos de vida tradicionais, afetando diretamente as condições de produção agropecuária e pesca para autossustento e comercialização, colocando as famílias e as comunidades em situação de alerta para insegurança alimentar. Dentro deste cenário ainda emergem questões raciais e de gênero, expondo a população negra e principalmente mulheres.
O conhecimento e compreensão dos impactos sobre as comunidades tradicionais podem contribuir para estabelecer políticas específicas que possam se traduzir na adoção de sistemas preventivos e soluções mitigatórias eficazes, aumentando a resiliência destes grupos sociais.